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Se você não pode vencer o estresse, junte-se a ele!

Se você não pode vencer o estresse, junte-se a ele!

02 ago Se você não pode vencer o estresse, junte-se a ele!

Se você não pode vencer o estresse, junte-se a ele!

Você conseguiria se imaginar estressado velejando nas Bahamas, desfrutando de uma bebida gelada e ouvindo o barulho das ondas batendo no barco? Acredite, é possível.

Quando pensamos na palavra “estresse”, automaticamente associamos a algo ruim, causador de doenças e potencialmente letal. Mas o estresse não foi criado pela natureza para nos matar, e sim para ajudar a nos manter vivos. Por exemplo, um leão não consegue se alimentar e nem a gazela consegue fugir sem essa resposta de luta-e-fuga. Todos os animais, incluindo os humanos, precisam do estresse para sobreviver.

O estresse pode ser definido como uma constelação de eventos que começam com um desafio (agente estressor), que é detectado pelo cérebro e que por sua vez ativa sistemas de luta-e-fuga no organismo, levando a respostas biológicas que atuam no corpo e mente. Esse sistema de respostas ao estresse pode ocorrer em três níveis: fatores estressantes muito baixos ou ausentes, facilitando o crescimento e o equilíbrio; fatores estressantes agudos, que duram de minutos a horas; e fatores estressantes crônicos, que persistem de meses a anos.

Diversos estudos já comprovaram os efeitos nocivos do estresse crônico para a saúde. Um estudo recente realizado com camundongos pelo Centro de Biologia Óssea da Universidade Vanderbilt demonstrou que altas cargas de estresse e depressão podem fazer com que o câncer de mama sofra metástase e chegue até os ossos.

Uma vez que é impossível eliminar o estresse de nossas vidas, aprender a tirar proveito do mesmo parece ser extremamente benéfico para nossa saúde física e mental. Diversos estudos já comprovaram os benefícios do estresse agudo para a saúde, como por exemplo, o aumento da imunidade e o aumento da proteção durante procedimentos cirúrgicos.

O estresse deriva principalmente de expectativas frustradas. Esperamos demais de nós mesmos, dos outros ao nosso redor e inclusive da tecnologia da qual somos tão dependentes hoje em dia. Se você estivesse nesse barco nas Bahamas esperando uma ligação importante de trabalho e percebesse que o seu celular estava sem sinal, certamente se encontraria em uma situação estressante – vivenciando o abismo entre o que você esperava que fosse acontecer e o que estava acontecendo na realidade.

O que fazer então a respeito do estresse provocado por expectativas frustradas? Temos duas alternativas: mudar a realidade ao nosso redor ou ajustar nossas expectativas. Mudar a nossa realidade nem sempre é possível, e quando é, parece contribuir ainda mais para aumentar o nível de estresse. Na situação ilustrada, poderíamos mudar de operadora de celular, para numa próxima vez não correr o risco de ficar sem sinal novamente. Mas quem já tentou cancelar um serviço de telefonia móvel sabe que pode ser uma fonte enorme de estresse.

Ajustar nossas expectativas parece então ser a melhor maneira de lidar com o estresse. Acostume-se a não conseguir sempre o que você quer. Esse é o tipo de atitude difícil de imaginar para quem vive em um mundo competitivo como o de hoje, mas muitas vezes o estresse da luta para mudar a realidade simplesmente não vale a pena. Se for difícil demais mudar as suas expectativas, pelo menos tente enxergar as coisas sob outra perspectiva.

Imagine uma escala de 1 a 10, onde 10 seria viver em uma zona de guerra, 9 seria receber o diagnóstico de uma doença incurável, 8 seria algo que mudaria sua vida para sempre (como ser preso ou ficar tetraplégico), 7 seria algo que mudaria sua vida temporariamente (como perder seu emprego) e assim por diante. A maior parte das coisas que nos tiram do sério variam entre 1 e 2 nessa escala. A verdade é que deixamos coisas muito pequenas interferirem na nossa vida.

Às vezes, inúmeros fatores estressantes agudos se somam, e é comum nos frustrarmos por coisas que realmente não importam muito. Mas nós podemos reduzir substancialmente o estresse simplesmente reconhecendo que, muitas vezes, tentamos ser perfeccionistas em momentos em que isso não é necessário, realista ou até útil.

E se você descobrisse que não era apenas o seu celular que estava sem sinal, e sim todo o sistema de telefonia móvel das Bahamas? Certamente você diminuiria suas expectativas, uma vez que não haveria nada que pudesse ser feito. E assim que você se acostumasse a essa nova realidade, poderia enxergar sob outra perspectiva – em uma escala de 1 a 10, perder a importante ligação de trabalho não passaria de 1. E assim, algumas horas sem celular passariam a ser uma verdadeira dádiva.

E não se esqueça, Bem-estar é uma questão de FEH – Foco, Equilíbrio e Harmonia! Se identificou com a nossa matéria? Deixe seu comentário aqui!

Nathalie Gonzalez

Nathalie Gonzalez é Educadora Física e certificada internacionalmente em Wellness & Health Coaching

Fontes:

Stimulation of Host Bone Marrow Stromal Cells by Sympathetic Nerves Promotes Breast Cancer Bone Metastasis in Mice

Compassion: Shifting The Balance From Bad to Good Stress

The Best Strategy for Reducing Stress

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